Durante um discurso de pouco mais de uma hora em um congresso partidário, o candidato à Presidência da República pelo partido Missão, Renan Santos, direcionou críticas contundentes a lideranças políticas do país, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Flávio Bolsonaro, Sergio Moro e diversos governadores estaduais.
O candidato resgatou o cenário político das últimas décadas para argumentar que, desde os anos 1980 até 2014, o país viveu sob a forte influência do Partido dos Trabalhadores, seguido por um breve hiato na gestão de Michel Temer e pelo que classificou como a “governança patética” de Jair Bolsonaro entre 2019 e 2022. Ao avaliar os adversários que se sustentam apenas na bandeira do antipetismo, Renan afirmou que o país foi refém de projetos políticos que comprometeram gerações e rejeitou o rótulo de terceira via para o seu movimento, definindo o partido Missão como uma alternativa própria que constrói seu caminho com ideias e identidade autônomas, distanciando-se tanto da oposição tradicional quanto de governadores que, segundo ele, falharam em se posicionar como líderes e acabaram se submetendo ao bolsonarismo.
Entre os ataques mais fortes do discurso, Sergio Moro foi chamado de “vassalo”, com Renan criticando seu atual posicionamento e afirmando que ele não teve a estatura necessária para defender o próprio legado da Operação Lava Jato. Faltando pouco mais de dois meses para o primeiro turno, a estratégia eleitoral do candidato mira diretamente em Flávio Bolsonaro nas pesquisas de intenção de voto, onde aparece próximo aos concorrentes, declarando ser questão de semanas para ampliar sua visibilidade na televisão e nos debates, ultrapassar adversários e tirar Flávio do segundo turno para polarizar diretamente com o projeto petista.
Durante o mesmo evento, o partido Missão oficializou o lançamento de nove nomes que disputarão governos estaduais nas eleições deste ano, sendo eles Marcelo Brigadeiro em Santa Catarina, Coronel Busnello no Rio de Janeiro, Luiz Felipe França no Paraná, Ben Mendes em Minas Gerais, Renan Hallais em Pernambuco, Breno Barcellos no Espírito Santo, Rafael Milas no Mato Grosso, André Luis no Maranhão e Delegado Huggo no Ceará.

