Um levantamento realizado pelo instituto Datafolha, divulgado em agosto de 2026, trouxe um retrato da opinião pública brasileira sobre temas sensíveis relacionados ao final da vida. O estudo aponta que a maioria da população se posiciona de forma contrária à prática da morte assistida no país.
Por outro lado, o tema da interrupção de tratamentos médicos em situações terminais apresenta um cenário de maior divisão entre os brasileiros. A pesquisa destaca que, embora o apoio à morte assistida seja minoritário, o debate sobre o direito de um paciente decidir — ou ter a decisão tomada em seu nome — por não seguir com tratamentos prolongadores da vida gera impasses éticos e sociais significativos.
Este levantamento é considerado um marco no debate brasileiro por ser focado especificamente em diretrizes e vontades sobre o momento final da existência. O assunto tem ganhado espaço em discussões sobre bioética, direitos individuais e os limites da atuação médica.
A publicação da Folha de S.Paulo que detalha o estudo conta com reflexões de especialistas, como a médica Ana Claudia Quintana Arantes, que discute a complexidade de garantir um fim digno, reforçando a importância de romper com tabus e promover uma escuta mais ética sobre o sofrimento humano ao longo da vida e em seu desfecho.
FONTE: FOLHA DE SP

