INJEÇÃO CONTRA HIV CHEGA À INGLATERRA, MAS BRASIL FICA SEM ACESSO

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O Serviço Nacional de Saúde da Inglaterra (NHS) iniciou a oferta do lenacapavir, um medicamento injetável contra o HIV, para pacientes que possuem resistência a múltiplos tratamentos tradicionais. O fármaco, que se destaca por exigir apenas duas aplicações anuais, representando um avanço significativo para a prevenção e o controle da doença, não está disponível para o Brasil, México e Peru pelos preços acessíveis praticados em nações de baixa renda.

A disparidade no acesso ao tratamento foi alvo de um artigo no jornal britânico “The Independent”. Enquanto países ricos pagam entre US$ 28 mil e US$ 40 mil anuais pelo medicamento, versões genéricas devem ser comercializadas por cerca de US$ 40 em países de baixa renda. Apesar de terem participado de testes clínicos fundamentais para o desenvolvimento da droga, Brasil, México e Peru foram excluídos da faixa de preço reduzido.

Especialistas e organizações como Médicos Sem Fronteiras criticam a situação, defendendo que o valor anual de US$ 40 deveria ser aplicado a todos os países de renda média e baixa. Além da redução de custos, o movimento internacional pressiona pelo aumento da produção e pela permissão para que organizações comunitárias adquiram o medicamento diretamente, visando superar barreiras como o estigma, a insegurança financeira e o isolamento geográfico que dificultam a adesão a tratamentos de uso diário.

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