Na zona rural, Starlink já tem mais clientes de internet que Claro e Vivo

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A Starlink, empresa de internet via satélite de Elon Musk, consolidou sua liderança no campo brasileiro e já supera operadoras tradicionais de peso nesse segmento, segundo levantamento da consultoria global Ookla. A companhia detém 9,3% de participação no mercado de banda larga fixa nas zonas rurais do país, ficando à frente de Claro (6,5%), Vivo (5,4%) e TIM (0,6%). Nos últimos 12 meses, a base de clientes rurais da Starlink cresceu 8,3%, enquanto a Vivo avançou 2,6%, a TIM registrou alta de 0,3% e a Claro teve retração de 0,5%. O sucesso no campo ocorre porque a tecnologia de satélites de baixa órbita permite atender áreas remotas e de difícil acesso, onde a infraestrutura de fibra óptica e as torres de celular tradicionais não conseguem chegar. Com mais de 1 milhão de assinantes, o Brasil já é o segundo maior mercado global para a empresa.
Enquanto o campo é o principal reduto da Starlink, as zonas urbanas continuam firmemente dominadas pelas operadoras tradicionais. Nas cidades, Claro (24,6%), Vivo (18,3%) e TIM (3,1%) lideram com ampla vantagem, oferecendo conexões de fibra óptica que variam de 300 Mbps a 1 Gbps, superando a média da Starlink, que costuma ficar abaixo de 300 Mbps. A empresa de Elon Musk possui apenas 1,4% do mercado urbano, focando em “lacunas” de bairros sem cobertura ou em usuários que buscam a portabilidade do equipamento.
Outro fator determinante para o avanço da marca no país tem sido a expressiva queda nos preços. No lançamento, em 2022, a assinatura custava cerca de R$ 530, somada ao kit de equipamentos de R$ 3 mil. Hoje, o plano inicial caiu para R$ 189, e o hardware pode ser adquirido por R$ 799, tornando o serviço mais acessível à medida que a empresa expande sua constelação de satélites e sua capacidade de rede.

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