O jornalismo brasileiro perdeu um de seus nomes mais emblemáticos nesta quinta-feira (10). Cláudio Carsughi faleceu aos 93 anos, em São Paulo, após permanecer internado por quase um mês para o tratamento de uma infecção respiratória. A confirmação da morte foi feita por sua filha, a também jornalista Claudia Carsughi, por meio das redes sociais.
Com mais de sete décadas dedicadas à comunicação, Carsughi marcou época como comentarista de automobilismo, especialmente da Fórmula 1, e pelo trabalho no jornalismo esportivo. Nascido em Arezzo, na Itália, em 1932, ele veio para o Brasil em 1946, logo após o término da Segunda Guerra Mundial. Na capital paulista, estudou no Colégio Dante Alighieri e graduou-se em Engenharia pela Escola Politécnica da USP.
Sua história na imprensa começou cedo, aos 16 anos, quando se tornou correspondente do jornal italiano Corriere dello Sport para cobrir os preparativos da Copa do Mundo de 1950. Em 1957, ingressou na Rádio Jovem Pan, onde construiu uma célebre trajetória de quase seis décadas, permanecendo na emissora até 2015. Na rádio e em veículos como a revista Quatro Rodas, o Jornal da Tarde, a Gazeta Esportiva, a ESPN Brasil e o SporTV, ele se consolidou como uma das vozes mais respeitadas do setor automotivo e do futebol, tendo coberto cinco Copas do Mundo consecutivas entre 1970 e 1986.
Em 2012, sua carreira foi registrada na biografia “Claudio Carsughi, 50 anos de Brasil”, escrita por sua filha. A obra reuniu memórias de seu trabalho no rádio e de sua adaptação ao país. Já em 2025, o jornalista foi homenageado pela Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) como uma das personalidades marcantes da comunidade italiana no estado. Cláudio Carsughi era casado com Hilda Carsughi e deixa dois filhos, Claudia e Odoardo.

