MORO ADMITE DIVERGÊNCIA COM BOLSONARO, ELOGIA RATINHO JR. E CRITICA STF

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Em entrevista concedida ao UOL e à Folha de S.Paulo, o candidato ao governo do Paraná, Sergio Moro (PL), adotou uma postura de equilíbrio político ao ponderar divergências com o ex-presidente Jair Bolsonaro, manter um tom conciliador com o atual governador, Ratinho Júnior (PSD), e direcionar críticas ao Supremo Tribunal Federal e à gestão federal.

Questionado sobre o histórico de atritos, Moro reafirmou que não volta atrás nas declarações de 2020 que motivaram sua saída do Ministério da Justiça, após apontar tentativas de interferência na Polícia Federal por parte de Jair Bolsonaro. Contudo, ao ser perguntado sobre uma suposta conduta semelhante de Flávio Bolsonaro, preferiu não especular. Ele justificou que a reaproximação com o clã bolsonarista em 2022 ocorreu unicamente devido ao objetivo comum de derrotar o presidente Lula, além de minimizar as investigações recentes que miram Valdemar Costa Neto, presidente do seu partido, o PL.

No âmbito da disputa estadual, Moro evitou confrontos diretos com Ratinho Júnior, embora o atual governador apoie Sandro Alex (PSD) para o pleito. Classificando a relação com o mandatário paranaense como cordial, o candidato prometeu preservar os projetos bem-sucedidos da administração vigente e estreitar a colaboração com os municípios do estado.

Por fim, o ex-juiz elevou o tom contra a administração federal ao alegar supostas interferências na Polícia Federal e menções a tentativas de alterar a relatoria de processos contra Fábio Luís (Lulinha) no STF. Moro também acusou a base governista de agir para blindar investigações na CPMI do INSS envolvendo o filho do presidente.

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