O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) afastou a juíza Gabriela Hardt de seu cargo por dois anos, com redução proporcional de salário, em decisão tomada na última terça-feira (4). A magistrada, que atuou como substituta do ex-juiz Sergio Moro na 13ª Vara Federal de Curitiba e atualmente exerce a função na 23ª Vara Federal da mesma cidade, foi alvo de um processo administrativo disciplinar. O motivo da punição foi a homologação, em 2019, de um acordo entre a Força-Tarefa da Lava Jato e a Petrobras para a devolução de recursos desviados da estatal, ocasião em que a juíza deixou de adotar cuidados mínimos ao autorizar repasses de valores para uma fundação privada. O plenário do CNJ acompanhou o voto do relator Rodrigo Badaró, enquanto o presidente do CNJ e do STF, Edson Fachin, ressaltou que, apesar da relevância do combate à corrupção, “os fins não justificam os meios”.

