O Partidos dos Trabalhadores (PT) oficializou a candidatura de Fernando Haddad ao Governo de São Paulo em convenção estadual realizada em Campinas, no interior paulista. O evento reuniu as principais lideranças do partido e de aliados, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin e a chapa ao Senado composta por Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB). O ex-governador Márcio França (PSB) foi confirmado como candidato a vice-governador.
A escolha de Campinas para sediar o evento teve papel estratégico de fazer um aceno direto ao eleitorado do interior do estado, região onde a oposição costuma ter maior desempenho nas urnas. Durante os discursos, os principais eixos de ataque à gestão atual de Tarcísio de Freitas focaram na área de infraestrutura e segurança pública.
Haddad e os aliados criticaram o modelo de privatizações e concessões no estado, citando problemas recentes na gestão do saneamento (Sabesp) e episódios de falhas na rede de transporte sobre trilhos (CPTM). Na segurança pública, o candidato petista destacou o aumento no número de registros de feminicídio no estado de São Paulo no primeiro semestre, apontando a necessidade de reforço em políticas voltadas à proteção e acolhimento das mulheres. O presidente Lula defendeu a trajetória de Haddad, destacando sua atuação prévia na Esplanada dos Ministérios e reforçando que o foco da campanha será a comparação de biografias e propostas de gestão.

